03 maio 2011
Conversas de bar
Há hera em algumas de suas paredes brancas, escondendo as rachaduras como rastros do passado, mas não a deixando menos bonita. Do contrário, a minha curiosidade aumenta a cada nova fresta encontrada.
Não há grades, nem muros. O quintal é grande, e abrangeria muitas pessoas. Cheio de árvores e densas sombras por elas produzidas, possui um frescor de primavera.
Uma casa bela, que te convida a entrar, mesmo não sabendo muito bem a quem pertence e que história guarda.
E aqui, do outro lado da rua, a outra casa escura e cerrada a comtemplá-la.
01 maio 2011
Maio
30 abril 2011
Minhas sinceras desculpas.
29 abril 2011
[casa]
26 abril 2011
Porto Alegre, 21 de abril de 2011, Mundo
Linha T1 Direta, sentido Sul/Norte.
Louco, preto, fedorento e esfarrapado, entra no ônibus e passa por baixo da roleta.
Cobrador, funcionário, branco, uniformizado, tenta impedir com gritos e pontapés.
Ônibus para.
Motorista, macho, branco, cabelo penteado, agarra o louco fedido pelo braço e força sua saída.
Todos calados.
Menos o louco e o motorista.
E a senhora, que se levanta dizendo que tal atitude era desumana.
E o cobrador, respondendo que desumanos são os passageiros que ligam para as empresas de ônibus reclamando que pessoas mal cheirosas têm entrada livre e gratuita nos coletivos da cidade. Que desumano era como o chefe dele dava esporro após as ligações. Que desumano é o sistema que os obriga a viver aquela situação. Sistema que criou o louco, que criou o chefe, que criou a obrigação.
Todos calados.
Menos o louco.
25 abril 2011
Minhas casas
Um portinho alegre
20 abril 2011
Minha Casa
16 abril 2011
Carrego Porto Alegre em mim
E no fundo que eu diga sim
Porém não vou dizer assim
Queria mas não posso falar
Mais por não ter um certo lar
Mas ninguém tem efetivamente um lar...
Só o mesmo céu e as estrelas
E como eu queria que Porto Alegre em mim crescesse
E como eu queria que eu crescesse...
No fundo só um menino desejando brincar
E dançar nas ruas da pequena Capital
Tudo teatral e melodrama
Todos choram. Todos amorosos e simpáticos
Como se Deusinho desatasse o bom-humor
E como gosto de pessoas e sua dor
Às vezes dá vontade do abraço
Só pra carregar a Porto Alegre no meu peito
Tristeza é longe e a razão parece mais
Hoje não represento mais o "eu". Hoje sou todos
Sou a Capital e todas as suas luzes
A piada boba, o namoro na TV
O casal no parque, a velha chorando no cinema
Hoje sou ninguém
Posto isso sou todos
Só posso escrever pra desinchar
E verter de mim as pessoas que me fazem
E como eu queria que as pessoas desfizessem
O mal que as atormenta até o final
No fundo só esperam que eu diga o sim
E eu queria dizer sim...
Queria mas não tenho um certo lar...